Minha trajetória na Engenharia Civil foi construída, sobretudo, pela experiência prática. Ao longo da minha formação profissional, tive a oportunidade de participar de obras públicas, institucionais, hospitalares, residenciais e de infraestrutura, cada uma com desafios, escalas e níveis de complexidade distintos.
Mais do que acompanhar a execução de empreendimentos, essa jornada me permitiu compreender a engenharia como um processo integrado. Uma obra não se resume ao que acontece no canteiro. Por trás de cada etapa existem projetos, planejamento, controle de qualidade, gestão de pessoas, suprimentos, documentação, compatibilização entre disciplinas, decisões técnicas e, principalmente, responsabilidade.
Foi a partir dessa experiência acumulada que desenvolvi uma visão mais ampla da profissão: a engenharia deve combinar conhecimento técnico, capacidade de gestão e inteligência para solucionar problemas reais.
Jornada de formação: a trajetória pela SCOPUS
Antes da criação da Magnanima Structura, minha trajetória profissional passou pela SCOPUS, período em que participei de diferentes empreendimentos e pude vivenciar diversas etapas do ciclo de uma obra.
Cada projeto contribuiu de uma maneira diferente para minha formação. Em alguns, estive diretamente ligado à execução e ao controle tecnológico. Em outros, atuei com compatibilização de projetos, documentação, medições, suprimentos, infraestrutura ou transição entre equipes de engenharia.
Essa diversidade foi fundamental para construir uma visão sistêmica do processo construtivo.
Cemitério Vertical Biosseguro: a consolidação da experiência prática
Entre os empreendimentos que marcaram minha formação, o Cemitério Vertical Biosseguro teve um papel especialmente importante.
Foi uma obra na qual pude atuar em praticamente todas as etapas da execução, acompanhando desde a análise de projetos e o planejamento até os processos relacionados à entrega do empreendimento.
Minha atuação envolveu contratação e acompanhamento de serviços, adequações técnicas, execução em campo, controle tecnológico do concreto, concretagens, inspeções, controle de qualidade, preenchimento e acompanhamento de FVS e FVM, além da interface com laboratórios tecnológicos.
Essa experiência proporcionou um contato direto com a realidade da engenharia de obras: os projetos fornecem as diretrizes, mas é no campo que surgem as interferências, incompatibilidades e decisões que exigem capacidade técnica e agilidade.
Foi nesse ambiente que consolidei competências relacionadas à gestão e acompanhamento de obras, planejamento, leitura e análise de projetos, coordenação de equipes, inspeção de serviços, gestão documental e resolução de problemas em campo.
Hospital das Clínicas – FMUSP: engenharia em um ambiente de alta complexidade
Minha participação na modernização de alas do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP trouxe uma perspectiva diferente sobre a Engenharia Civil.
Obras realizadas em ambientes hospitalares exigem atenção especial às interferências existentes, à integração entre diferentes sistemas e à precisão das informações técnicas.
Nesse empreendimento, participei da compatibilização de projetos, elaboração e conferência de projetos As Built, levantamento de interferências, medição de serviços e acompanhamento técnico da execução.
A experiência reforçou a importância da coordenação entre disciplinas e demonstrou, na prática, como a qualidade da informação técnica influencia diretamente a eficiência da execução.
Residencial Sanfona – Paraisópolis: engenharia também é gestão da informação
No Residencial Sanfona, em Paraisópolis, minha atuação ocorreu durante um momento particularmente sensível para qualquer empreendimento: a transição da equipe responsável pela engenharia.
Participei do levantamento e mapeamento do sistema de drenagem, da organização das informações técnicas existentes e do acompanhamento da execução, oferecendo suporte para a continuidade dos trabalhos durante a mudança de responsáveis.
Essa experiência evidenciou um aspecto que considero fundamental na engenharia: uma obra precisa preservar sua memória técnica.
Projetos, levantamentos, decisões e informações de campo devem estar organizados de maneira que o conhecimento não permaneça concentrado apenas nas pessoas que participaram de determinada etapa. Uma gestão técnica eficiente depende também da capacidade de registrar e transmitir informações.
Centro Cultural em Saúde – UNIFESP: continuidade e organização técnica
No Centro Cultural em Saúde da UNIFESP, também participei de um processo de transição da engenharia da obra.
Minha atuação esteve concentrada no levantamento das condições executivas existentes, na organização documental e no suporte técnico necessário para que a nova equipe pudesse assumir o gerenciamento do empreendimento com maior compreensão do estágio em que os trabalhos se encontravam.
Foi mais uma experiência que fortaleceu minha visão sobre gestão da informação, controle de processos, coordenação técnica e planejamento da continuidade de obras.
Campus UNIFESP Osasco: suprimentos, custos e planejamento
No Campus da UNIFESP em Osasco, minha experiência esteve diretamente relacionada ao acompanhamento da execução e à gestão das necessidades operacionais do canteiro.
Realizei medições de materiais e serviços, levantamentos quantitativos, solicitações de orçamentos e apoio aos processos de compra e controle de suprimentos.
Essa atuação permitiu compreender ainda mais profundamente a relação entre engenharia e gestão financeira.
Uma decisão aparentemente simples de compra pode impactar o cronograma, o fluxo de caixa e a produtividade de uma obra. Por isso, levantamento quantitativo, cotação, planejamento de compras e controle de materiais não são atividades isoladas: fazem parte de uma mesma estratégia de gestão.
UBS Cidade Dutra – Benedita de Fátima da Silva: do terreno à infraestrutura
Na implantação da UBS Cidade Dutra – Benedita de Fátima da Silva, acompanhei etapas iniciais fundamentais para o desenvolvimento de uma obra.
Minha atuação envolveu processos relacionados aos órgãos ambientais, manejo arbóreo, movimentação de terra, corte e aterro, execução de fundações em estaca hélice contínua, blocos de fundação e demais elementos de infraestrutura civil.
Participar dessas etapas ampliou minha experiência sobre a implantação de empreendimentos e reforçou a necessidade de conciliar execução, planejamento e conformidade com exigências técnicas e ambientais.
Cada fase depende da anterior. Antes que uma edificação comece a ganhar forma acima do terreno, existe uma extensa sequência de decisões e serviços que determinará a segurança e a qualidade de tudo aquilo que será construído posteriormente.
O nascimento da Magnanima Structura
Toda essa trajetória contribuiu para a construção da visão profissional que posteriormente daria origem à Magnanima Structura.
A empresa representa uma nova etapa da minha carreira, mas carrega o conhecimento acumulado ao longo das experiências anteriores.
A proposta é aplicar essa formação prática a uma engenharia orientada pela responsabilidade técnica, pela análise criteriosa e pela busca de soluções eficientes.
Minha experiência em obras me ensinou que um engenheiro não deve apenas identificar problemas. É necessário compreender suas causas, avaliar alternativas e assumir tecnicamente as decisões necessárias para solucioná-los.
Centro Comercial Alphaville: uma nova fase da trajetória
Atualmente, por meio da Magnanima Structura, desenvolvo atividades de engenharia relacionadas ao Centro Comercial Alphaville (CCA), atuando no acompanhamento técnico de obras, gerenciamento de intervenções e prestação de serviços para empresas e proprietários.
Nesse ambiente, minha atuação reúne diferentes competências desenvolvidas ao longo da trajetória profissional: fiscalização de serviços, planejamento executivo, coordenação de fornecedores, controle de qualidade, vistorias e inspeções técnicas.
Ao mesmo tempo, essa nova fase ampliou minha atuação para outra área importante da Engenharia Civil: a engenharia de avaliações.
Passei a desenvolver estudos relacionados ao mercado imobiliário, utilizando coleta de dados, análise estatística e indicadores técnicos para compreender o comportamento dos imóveis e fundamentar avaliações, estudos de valorização e decisões patrimoniais.
Essa integração entre engenharia, dados e mercado imobiliário representa uma evolução natural da minha trajetória.
A experiência adquirida no canteiro permite compreender tecnicamente uma edificação. A engenharia de avaliações, por sua vez, acrescenta uma nova perspectiva: compreender também seu comportamento como ativo imobiliário e patrimonial.
Engenharia construída pela experiência
Quando observo essa trajetória, percebo que cada empreendimento contribuiu com uma parte diferente da minha formação.
O Cemitério Vertical Biosseguro fortaleceu minha experiência prática na execução e no controle da qualidade. O Hospital das Clínicas aprofundou minha atuação em compatibilização e coordenação técnica. Os projetos da UNIFESP e o Residencial Sanfona reforçaram a importância da organização e da continuidade da informação. A UBS Cidade Dutra ampliou minha experiência nas etapas iniciais, ambientais, de infraestrutura e fundações.
Hoje, essas experiências convergem na atuação da Magnanima Structura.
Minha visão de futuro é continuar construindo uma engenharia cada vez mais técnica, independente e orientada por dados, capaz de integrar a experiência prática adquirida em campo às ferramentas modernas de análise e gestão.
Porque, ao longo dessa jornada, uma convicção se tornou cada vez mais clara: a boa engenharia nasce do conhecimento técnico, mas se consolida na experiência, na responsabilidade pelas decisões e na capacidade de transformar problemas complexos em soluções concretas.